quinta-feira, 18 de outubro de 2012
sábado, 6 de outubro de 2012
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
OS NOVOS TERRORISTAS
O objectivo de Passos Coelho e do seu quinteto de terroristas económicos ( Gaspar, Moedas, Braga de Macedo e Ferraz da Costa) é outro bem difrente: eles querem mudar o paradigma económico, mesmo que para tal tenham que destruir o país, como aliás o estão a fazer.
( Miguel Sousa Tavares no Expresso de 22/09/2012)
domingo, 23 de setembro de 2012
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Estes tempos
O Jumento apurou que depois de terminar a legislatura o ministro Miguel Relvas vai regressar à universidade Lusófona para actualizar as suas habilitações académicas, se o seu curriculo miserável permitiu um canudo de Bolonha, com quatro anos de governo Miguel Relvas espera um doutoramento. Só ainda não se sabe se vai doutorar-se em comunicação social ou em serviços secretos, está dividido entre o seu desempenho no Público e as suas amizades com o garganta funda.
Aliás, as universidades portuguesas já esperam uma verdadeira invasão, não apenas de ministros mas de todos os portugueses que tenham habilitações profissionais idênticas às de Miguel Relvas. Assim, por exemplo, quem tenhao costume de levar o cão à rua poderá candidatar-se a uma licenciatura em veterinária, quem tenha o hábito de ler jornais terá direito a uma licenciatura em comunicação social, os que costumam assistir aos boletim meteorológicos poderão requisitar a equivalência a um curso em geografia.
Aliás, as universidades portuguesas já esperam uma verdadeira invasão, não apenas de ministros mas de todos os portugueses que tenham habilitações profissionais idênticas às de Miguel Relvas. Assim, por exemplo, quem tenhao costume de levar o cão à rua poderá candidatar-se a uma licenciatura em veterinária, quem tenha o hábito de ler jornais terá direito a uma licenciatura em comunicação social, os que costumam assistir aos boletim meteorológicos poderão requisitar a equivalência a um curso em geografia.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Carta ao Reitor da Lusófona
Exmo. Reitor.
Foi com grande satisfação que soube que a Universidade Lusófona conferiu uma licenciatura em Ciência Política ao Dr. Miguel Relvas em apenas 14 meses, reconhecendo dessa forma a sua elevada estatura intelectual. Sempre sonhei com o alargamento das Novas Oportunidades ao Ensino Superior e fiquei muito feliz por terem dado o devido valor à cadeira de Direito que o senhor ministro fez há
27 anos com nota 10. Depois, naturalmente, o processo foi "encurtado por equivalências reconhecidas" (palavras do Dr. Relvas), após análise do seu magnífico currículo profissional.
É dentro desse mesmo espírito que vinha agora solicitar igual tratamento para a minha pessoa. Embora seja licenciado pela Universidade Nova com uns simpáticos 17 valores, a verdade é que o curso levou--me quatro anos a concluir e o Jornalismo anda pela hora da morte. Nesse sentido, e após análise da oferta disponível no site da universidade, venho por este meio requerer a atribuição do grau de licenciado em: Animação Digital (tenho visto muitos desenhos animados com os meus filhos), Ciência das Religiões (às vezes vou à missa), Ciências Aeronáuticas (já viajei muito de avião), Ciências da Nutrição (como imensa fruta), Direito (fui duas vezes processado), Economia (sustento uma família numerosa), Fotografia (tiro sempre nas férias) e Turismo (visitei 15 países). Já agora, se a Universidade Lusófona vier a ministrar Medicina, não se esqueça de mim. A minha mulher é médica, e tendo em conta que eu durmo com ela há mais de dez anos, estou certo de que em seis meses posso perfeitamente ser doutor.
Respeitosamente,
João Miguel Tavares
quarta-feira, 20 de junho de 2012
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Onde está o nosso dinheiro
Pedem-nos sacrifícios para pagarmos a dívida. Eu não devo nada a ninguém, quem deve é que devia pagar. Vejam o vídeo, e somem-lhe o BPN e o BPP, e fiquem a saber a quem pagamos a dívida!
sábado, 2 de junho de 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
quarta-feira, 25 de abril de 2012
domingo, 22 de janeiro de 2012
temos que ser uns para os outros!
Cavaco Silva a preencher os papéis
para beneficiar do Rendimento Social de Inserção.
para beneficiar do Rendimento Social de Inserção.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Família dividida
Aqui ainda eram todos fiéis a D. CavaKini. Depois "cresceram" e formaram as suas próprias "famílias". D. CavaKini não gostou muito, pois D. Socratini estava a ficar com todos os "negócios".Temia que o poder policial se virasse. E para desgosto de D. Cavakini virou mesmo e dois já estão atrás das grades, apesar de ter sido muito difícil manter o Manelito cá fora.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
A dita Kryze
Reparem só nesta coincidência! Aqui há muitos anos, Hitler tentou controlar a Europa através do poder dos canhões. Actualmente os alemães tentam novamente controlar a Europa mas agora através do poder da Economia. Sempre que os alemães possuem qualquer tipo de poder, vem ao de cima o seu carácter expansionista. Com amigos como estes, é caso para dizer que não precisamos de inimigos.O governo alemão já deve ter um ministro para cada país europeu. Mas a "resistência" é possível, apesar dos nossos líderes serem uns fantoches nas mãos da senhora Merkel.Vou-vos deixar agora um vídeo sobre a crise actual.
"Acorrentados à crise"
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Fernando Pessoa
Não, não é cansaço...
É uma quantidade de desilusão Que se me entranha na espécie de pensar.
É um domingo às avessas
Do sentimento,
Um feriado passado no abismo...
Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Como tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.
Alvaro de Campos
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
domingo, 16 de outubro de 2011
pulitika
Estes políticos são demais! O que Passos Coelho está a fazer ao país é claramente um processo autofágico. Pensará que sobram ele e os seus amigos. Onde estão as políticas económicas que façam o país criar riqueza? Não deve demorar muito que criem Gangs ligados a um ministério qualquer, e que nos venham a casa roubar os bem que possuímos, para serem vendidos num gabinete qualquer de Bruxelas ou numa rua e Berlim.Apenas 25% do défice é do sector público. Os outros 75% são do sector privado. E 40% destes são dos Bancos( a fina flor da nossa economia ).
No entanto são os funcinários públicos os responsáveis pelo défice.........
Sim porque os privados não usufruem nada do estado... A educação pública, a saúde pública, etc., são só para esses malandros dos funcionários públicos... então agora façam favor de pagar a despesa...
Andamos nós há quase 40 anos a ser governados por esta cambada de incompetentes, obviamente uns mais que outros, que fazem o que bem lhes apetece e saem impunes como se nada se tivesse passado. Aliás alguns ainda são compensados com uns aninhos a viver num palácio.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
CULAMBISTAS
Miguel Esteves Cardoso
"Noto com desagrado que se tem desenvolvido muito em Portugal uma modalidade desportiva que julgara ter caído em desuso depois da revolução de Abril. Situa-se na área da ginástica corporal e envolve complexos exercícios contorcionistas em que cada jogador procura, por todos os meios ao seu alcance, correr e prostrar-se de forma a lamber o cu de um jogador mais poderoso do que ele.
Este cu pode ser o cu de um superior hierárquico, de um ministro, de um agente da polícia ou de um artista. O objectivo do jogo é identificá-los, lambê-los e recolher os respectivos prémios. Os prémios podem ser em dinheiro, em promoção profissional ou em permuta. À medida que vai lambendo os cus, vai ascendendo ou descendendo na hierarquia.
Antes do 25 de Abril esta modalidade era mais rudimentar. Era praticada por amadores, muitos em idade escolar, e conhecida prosaicamente como «engraxanço». Os chefes de repartição engraxavam os chefes de serviço, os alunos engraxavam os professores, os jornalistas engraxavam os ministros, as donas de casa engraxavam os médicos da caixa, etc... Mesmo assim, eram raros os portugueses com feitio para passar graxa. Havia poucos engraxadores. Diga-se porém, em abono da verdade, que os poucos que havia engraxavam imenso.
Nesse tempo, «engraxar» era uma actividade socialmente menosprezada. O menino que engraxasse a professora tinha de enfrentar depois o escárnio da turma. O colunista que tecesse um grande elogio ao Presidente do Conselho era ostracizado pelos colegas. Ninguém gostava de um engraxador.
Hoje tudo isso mudou. O engraxanço evoluiu ao ponto de tornar-se irreconhecível. Foi-se subindo na escala de subserviência, dos sapatos até ao cu. O engraxador foi promovido a lambe-botas e o lambe-botas a lambe-cu.
Não é preciso realçar a diferença, em termos de subordinação hierárquica e flexibilidade de movimentos, entre engraxar uns sapatos e lamber um cu.
Para fazer face à crescente popularidade do desporto, importaram-se dos Estados Unidos, campeão do mundo na modalidade, as regras e os estatutos da American Federation of Ass-licking and Brown-nosing. Os praticantes portugueses puderam assim esquecer os tempos amadores do engraxanço e aperfeiçoarem-se no desenvolvimento profissional do Culambismo.
(...) Tudo isto teria graça se os culambistas portugueses fossem tão mal tratados e sucedidos como os engraxadores de outrora. O pior é que a nossa sociedade não só aceita o culambismo como forma prática de subir na vida, como começa a exigi-lo como habilitação profissional. O culambismo compensa. Sobreviver sem um mínimo de conhecimentos de culambismo é hoje tão difícil como vencer na vida sem saber falar inglês."
Vi este texto de Miguel Esteves Cardoso, que retrata perfeitamente o que se passa hoje. Quem não tem ao lado a trabalhar um ou uma culambista. E aqueles e aquelas que estão sempre disponíveis para qualquer culambista que apareça!
"Noto com desagrado que se tem desenvolvido muito em Portugal uma modalidade desportiva que julgara ter caído em desuso depois da revolução de Abril. Situa-se na área da ginástica corporal e envolve complexos exercícios contorcionistas em que cada jogador procura, por todos os meios ao seu alcance, correr e prostrar-se de forma a lamber o cu de um jogador mais poderoso do que ele.
Este cu pode ser o cu de um superior hierárquico, de um ministro, de um agente da polícia ou de um artista. O objectivo do jogo é identificá-los, lambê-los e recolher os respectivos prémios. Os prémios podem ser em dinheiro, em promoção profissional ou em permuta. À medida que vai lambendo os cus, vai ascendendo ou descendendo na hierarquia.
Antes do 25 de Abril esta modalidade era mais rudimentar. Era praticada por amadores, muitos em idade escolar, e conhecida prosaicamente como «engraxanço». Os chefes de repartição engraxavam os chefes de serviço, os alunos engraxavam os professores, os jornalistas engraxavam os ministros, as donas de casa engraxavam os médicos da caixa, etc... Mesmo assim, eram raros os portugueses com feitio para passar graxa. Havia poucos engraxadores. Diga-se porém, em abono da verdade, que os poucos que havia engraxavam imenso.
Nesse tempo, «engraxar» era uma actividade socialmente menosprezada. O menino que engraxasse a professora tinha de enfrentar depois o escárnio da turma. O colunista que tecesse um grande elogio ao Presidente do Conselho era ostracizado pelos colegas. Ninguém gostava de um engraxador.
Hoje tudo isso mudou. O engraxanço evoluiu ao ponto de tornar-se irreconhecível. Foi-se subindo na escala de subserviência, dos sapatos até ao cu. O engraxador foi promovido a lambe-botas e o lambe-botas a lambe-cu.
Não é preciso realçar a diferença, em termos de subordinação hierárquica e flexibilidade de movimentos, entre engraxar uns sapatos e lamber um cu.
Para fazer face à crescente popularidade do desporto, importaram-se dos Estados Unidos, campeão do mundo na modalidade, as regras e os estatutos da American Federation of Ass-licking and Brown-nosing. Os praticantes portugueses puderam assim esquecer os tempos amadores do engraxanço e aperfeiçoarem-se no desenvolvimento profissional do Culambismo.
(...) Tudo isto teria graça se os culambistas portugueses fossem tão mal tratados e sucedidos como os engraxadores de outrora. O pior é que a nossa sociedade não só aceita o culambismo como forma prática de subir na vida, como começa a exigi-lo como habilitação profissional. O culambismo compensa. Sobreviver sem um mínimo de conhecimentos de culambismo é hoje tão difícil como vencer na vida sem saber falar inglês."
Vi este texto de Miguel Esteves Cardoso, que retrata perfeitamente o que se passa hoje. Quem não tem ao lado a trabalhar um ou uma culambista. E aqueles e aquelas que estão sempre disponíveis para qualquer culambista que apareça!

















